segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mundo político

Enfraquecido, DEM estuda fusão com o PMDB

O DEM, que em 2012 terá 42% menos candidatos a prefeito que em 2008, depende das eleições municipais para sobreviver. Se vencer em capitais como Salvador e Aracaju, e tiver bom desempenho em grandes cidades como Mossoró (RN), Vila Velha (ES), Feira de Santana (BA) e Caruaru (PE), estará salvo. Caso contrário, dirigentes do partido admitem que a saída poderá ser a fusão com outro partido e a opção mais cogitada por sua cúpula hoje é o PMDB, e não o PSDB.

Tudo porque a parceria tradicional com os tucanos vai de mal a pior. Embora acusem o golpe de ver o novo PSD solapar metade de seus recursos no fundo partidário e de seu tempo de televisão no horário eleitoral, os dirigentes do DEM mantêm a esperança de que a legenda garanta sua existência nas urnas. Mas se o risco da fusão é mencionado em conversas reservadas, o afastamento do PSDB nesta reta final da montagem das coligações é tratado abertamente.

Lideranças do DEM não escondem a insatisfação com o tucanato. Dizem que o PSDB fez um "papelão" com o velho aliado no Recife e em Fortaleza, onde as opções do partido para a prefeitura estão bem melhor posicionadas nas pesquisas do que os candidatos do PSDB. Eles não se conformam de os tucanos terem lançado Marcos Cals contra Moroni Torgan (DEM) na capital cearense. E, menos ainda, aceitam que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, tenha preferido se aventurar com a candidatura própria de Daniel Coelho, em vez de somar forças com Mendonça Filho (DEM) na corrida do Recife. (A Tarde)

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PT e PMDB se coligam em mais de mil cidades

PT e PMDB conseguiram replicar sua aliança nacional em boa parte dos municípios brasileiros e se tornaram, em números absolutos, os maiores parceiros destas eleições municipais. Quando um dos dois partidos está na cabeça de chapa na disputa por uma prefeitura, é apoiado pelo outro em mais de mil das 5.566 cidades do País, segundo dados disponíveis até agora na Justiça Eleitoral - cerca de 90% das informações sobre os acordos locais estão consolidadas.

As cúpulas nacionais dos petistas e dos peemedebistas vêm estreitando seus laços justamente por desdobramentos das eleições municipais deste ano. A relação entre a presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, se fortaleceu, segundo fontes do Palácio do Planalto, após o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, fazer críticas públicas ao modo como o PT trata aliados.

Fonte: Bahia na Política

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Tarcízio é o mais rico entre os candidatos a prefeito

Tarcízio é o mais rico entre os candidatos a prefeito
O candidato Tarcízio Pimenta (foto), que disputa a reeleição pelo PDT, é o mais rico entre os postulantes à Prefeitura de Feira de Santana, segundo dados disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pimenta declarou possuir R$ 1.671.664,11 em bens.
Em segundo lugar entre os mais abastados, aparece o deputado estadual Neto (PT), que disputa a eleição para prefeito de Feira pela terceira vez. Os bens apontados pelo petista somam R$ 1.239.467,51.

O ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, que governou o município por oito anos seguidos, garantiu ter “apenas” R$ 1.045.677,73 em bens, sendo o terceiro na hierarquia dos prefeituráveis mais bem aquinhoados.
Fora do rol dos “milionários”, surge o candidato pelo Partido Pátria Livre (PPL), Adelmo Menezes, cujo nome consta na relação apresentada no site do TSE, a despeito da informação divulgada por vários setores da imprensa local de que a candidatura dele não havia sido registrada. Menezes declarou R$ 142 mil em bens.

O professor Jonathas Monteiro, candidato do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) não declarou nenhum bem.

Elsimar Pondé
elsimarponde@blogdafeira.com.br

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Luciano é o candidato a vice mais rico e supera até Ronaldo

Luciano é o candidato a vice mais rico e supera até Ronaldo
O peemedebista Luciano Ribeiro (foto), candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por José Ronaldo (DEM), lidera a relação dos candidatos na vice no critério bens declarados.

Ele tem uma posição mais confortável, financeiramente, do o próprio candidato a prefeito da chapa (que disse ter pouco mais de R$ 1 milhão em bens). Vice-prefeito entre 1989 e 1992, Luciano declarou R$ 1.357.366,92.

A ex-deputada estadual Eliana Boaventura (PP), candidata a vice na chapa liderada por Neto (PT), informou possuir R$ 200 mil em bens.

O presidente damara Municipal de Feira de Santana, vereador Antônio Francisco Neto, o Ribeiro (PDT), que é candidato a vice-prefeito de Tarcízio Pimenta, apresentou um declaração de bens de R$ 142.961,69.
Geny Magalhães, companheira de chapa do candidato a prefeito pelo PPL, Adelmo Menezes, disse ter R$ 70 mil e o pastor Marcos Monteiro (PSOL), a exemplo do professor Jhonatas, não declarou qualquer bem.

A relação com as declarações pode ser acessada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Elsimar Pondé
elsimarponde@blogdafeira.com.br


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Sergio Carneiro reassume mandato na Câmara

O deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) reassumiu na última quarta-feira (11) o mandato parlamentar na Câmara Federal em virtude do afastamento do titular, deputado Marcos Medrado (PDT-BA), que saiu de licença. Com isso, Feira de Santana volta a ter mais um deputado com domicílio eleitoral no município na Câmara, acompanhando Fernando Torres (PSD-BA).
Sérgio Carneiro exerceu o mandato até março último e, como é suplente, deixou a vaga com o retorno dos deputados titulares licenciados, eleitos pela coligação. "Sempre me esforçei para representar bem Feira de Santana e a Bahia na titularidade da legislatura passada. Na suplência por 14 meses, coloquei o nome de Feira e da Bahia o mais alto que pude no cenário jurídico brasileiro", disse o parlamentar ao Bom Dia FEIRA.
Na época, o parlamentar que ocupava a relatoria da Comissão Especial que analisa o projeto do novo Código de Processo Civil (PL 8046/10), destacou-se nacionalmente pela condução de uma série de audiências públicas (total de 15) na Câmara dos Deputados e conferências estaduais (total de 11) nas principais capitais do país.
Na relatoria do novo CPC, Carneiro pelo presidente da comissão introduziu um caráter mais amplo e democrático possível às discussões sobre o tema. Debateu o código com a participação e contribuições de juristas, procuradores, promotores, juízes, advogados, defensores públicos, acadêmicos, professores, pesquisadores e especialistas em Processo Civil, além da participação popular através das redes sociais (Twitter e Facebook) e, principalmente, pelo Portal e-Democracia, da Rede Câmara.
Com informações da ASCOM.


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Análise política: Ronaldo, Tarcízio, Neto e Colbert

Uma análise política dos quatro políticos de maior evidência no momento em Feira de Santana é apresentada na edição impressa que circula nesta sexta-feira (11), do Tribuna Feirense, pelo colunista político César Oliveira. O prefeito Tarcízio Pimenta, o ex-prefeito José Ronaldo, o deputado estadual Zé Neto e o ex-deputado Colbert Filho - todos pré-candidatos a prefeito - são avaliados, cada um com suas dúvidas e implicações em ano eleitoral.

O prefeito, que busca reeleição, precisa "apostar alto e progressivamente", mas não deve querer, em campanha, "brigas canibais" com adversários. Ronaldo sabe que está sendo jogado em Feira, pelo DEM e pela oposição, "um jogo maior que a eleição de prefeito e que haverá esforço concentrado contra ele".

O deputado Zé Neto não se esconde das críticas, mas por "não ter controle" enfrenta desgaste entre formadores de opinião. "O deputado tem aprendido que as crises com os funcionários públicos são caras e que nem só de bolsa-família parece viver o eleitor".

Colbert é analisado sob as diversas possibilidades que lhe são colocadas este ano eleitoral, desde a candidatura a prefeito às alianças que surgem como opção para o seu futuro político. Leia a íntegra da coluna na edição do Tribuna Feirense, que já está nas bancas.

Fonte: Tribuna Feirense
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Uma mulher prá gente renovar

No último dia 05 de julho, a militante do PCdoB de Feira de Santana, e Assessora Regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado da Bahia, Rozete Melo, registrou sua candidatura para Vereadora. Contando com um amplo leque de apoios de várias lideranças de bairros e comunidades rurais, todos esperam que a mesma possa conseguir o direito de soltar os fogos da vitória, e de fato desenvolver um melhor trabalho em defesa dos interesses da população feirense na Casa da Cidadania, apresentando projetos com consolidem Feira de Santana como uma cidade mais justa e mais humana para todos, e principalmente cumprindo de fato o papel de uma parlamentar séria e comprometida, com o município. Segundo Rozete "nossa candidatura reflete um leque de interesses das comunidades rurais e urbanas de nosso município, e mais ainda a necessidade de colocar em prática na Casa da Cidadania a ética, a coerência e os interesses da população feirense"

Fonte:Ascom/Rozete

Notícias dos blogs de feira de Santana

Tarcízio diz que fará uma campanha sem ataques pessoais
Através do Twiiter, o prefeito de Feira, Tarcízio Pimenta, disse hoje à tarde que vai fazer a campanha dele à reeleição ‘levando ao conhecimento dos feirenses tudo que foi feito nesses 3 anos e meio de governo’.
O Prefeito de Feira afirmou que começa hoje a campanha eleitoral ‘com a tranqüilidade do dever cumprido’ e que o objetivo é fazer uma campanha ‘de alto nível, sem ataques pessoais’.
- Vou apresentar nossas propostas para os próximos 4 anos – escreveu.

Fonte: Blog da Feira


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Zé Neto e Eliana Boaventura registram candidatura e programa de governo para Feira

Atendendo ao prazo estipulado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o candidato a prefeitura de Feira de Santana pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Neto, e Eliana Boaventura, candidata a vice-prefeita, registraram sua candidatura e programa de governo na Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (05).
O pedido de registro foi solicitado pela coligação ao Tribunal, e acatado pelo Juiz Eleitoral, Carlos Alberto Brandão, da 155ª Zona Eleitoral de Feira de Santana. Este procedimento faz parte de uma série de protocolos necessários para a homologação de candidatura a cargos eletivos.

Fonte: Bahia na Política

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PPL não consegue registro em Feira de Santana

Ontem ao final do horário para entrega dos documentos dos partidos ou coligações que desejam participar das eleições de 7 de outubro de 2012 junto a justiça eleitoral, o PPL não conseguiu fazer o registro dos seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. O motivo foi à falta de documentos dos candidatos. O PPL desejava disputar as eleições municipais com o nome de Adelmo Menezes para prefeito.

Fonte: Bahia na Política


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José Ronaldo esteve com João Durval


Para quem achou estranho o encontro entre o candidato a prefeito José Ronaldo de Carvalho (DEM) e o ex-deputado federal Sérgio Carneiro (PT), em uma festa junina em Feira de Santana, tendo inclusive tirado fotos juntos, é porque não sabe que dias antes, em Salvador, o ex-prefeito se reuniu com o senador João Durval (PDT), pai de Sérgio. Na pauta, claro, a política em Feira de Santana. João Durval, que não anda nada bem com o governador Jaques Wagner e o prefeito Tarcízio Pimenta, não tem policiado seus liderados que desejam ficar com José Ronaldo.

Fonte: Bahia na Política


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PP compõe com Cleber Nunes em Antônio Cardoso e indica vice


Depois de homologada a sua candidatura a prefeito pelo PSC, sábado (30), o vereador Cleber Nunes traz para sua chapa o PP, que tem o vereador Filemon Alves Moreira, conhecido como Filó. O PP vem com o nome do advogado Murilo Pinheiro, filho do ex-prefeito Jaime Pinheiro, como vice-prefeito. Ainda compõem a base de apoio a Cleber Nunes o PRP, PHS e PRTB.
Fonte: Bahia na Política


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Tarcízio acompanha entrega dos registros de candidaturas


A coligação PDT – PR – PTCPRBPRTBPSLPSD, encabeçada pelo prefeito Tarcízio Pimenta (PDT), que concorrerá à reeleição em Feira de Santana, entregou no Tribunal Regional Eleitoral, no Cartório da 155ª Zona, os registros dos candidatos a vereador, prefeito e vice-prefeito, no final da tarde desta quinta-feira (05). Tarcízio Pimenta fez questão de acompanhar de perto a entrega dos registros de candidatura. “A coligação cumpre o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e todos os candidatos estão devidamente registrados”, afirmou o prefeito. De acordo com o calendário eleitoral, a partir desta sexta-feira (6) está autorizada a propaganda de candidatos que pretendem disputar as eleições municipais de 2012.

Fonte: Bahia na Política


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Zé Neto reune militantes e amigos em um forró na Chácara da Luta

Nesta sexta-feira, a partir das 20h, o candidato do PT a prefeito de Feira, deputado estadual Neto , vai reunir autoridades e amigos na 16ª edição do Forró da Luta, na Chácara da Luta, em Feira de Santana.
O encontro é um momento de descontração entre amigos e companheiros de caminhada e comunidade de Tanquinho, que compartilham a realização do evento, além de exaltar a cultura popular do sertão.

Fonte: Blog da Feira


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Edmilson Cerqueira é candidato a vereador pelo PC do B



Líder sindical bancário, Edmilson Cerqueira sairá candidato a vereador pelo PC do B em Feira de Santana. Edmilson, que é do distrito de Humildes, traz o seu quinhão eleitoral da zona rural, com a influência da sua família. Na sede do município, vai fazer valer o prestigio do Sindicato dos Bancários, que não é pouco. O PC do B na proporcional vai se coligar com o PT e PP.

Fonte: Bahia na Política





 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um ano que ficou a desejar

Por Genaldo de Melo

Analisando politicamente o ano de 2011 concluímos que foi um período diferente de outros anteriores no Brasil. Considerando a inoperância de alguns atores políticos, inferimos que foi um ano ímpar do ponto de vista do atraso e da incapacidade, e até mesmo da falta de respeito para com os cidadãos brasileiros que cumprem seus papéis dentro da sociedade. Refiro-me especificamente do nosso Congresso Nacional, que não soube e parece que não sabe pautar o Governo, para que o mesmo trabalhe melhor pelo povo. Enquanto o Palácio do Planalto deu um verdadeiro show de competência, ficaram os nobres parlamentares a desejar.
Com poucas e raras exceções, o que vimos foi mais uma vez, e de modo mais intenso, deputados e senadores fracos, incapazes de apresentar proposituras legislativas que de fato melhore a vida do povo e construa o nosso desenvolvimento. Nesse cenário, principalmente fracos foram os parlamentares que se dizem de oposição, pois não conseguiram honrar os votos do povo. O máximo que conseguiram foi projetar imagens falsas de alguns deles em espelhos, talvez comprados a Narciso.
Foi uma verdadeira falta de respeito de parlamentares, que na sua grande maioria vendem ilusões nos períodos que precedem os outubros eleitorais, e depois de eleitos somente conseguem manter seus gabinetes luxuosos, suas mordomias romanas e suas equipes de cabos eleitorais, que vivem para receber altos salários e não conhecem nada da realidade do chão das ruas.
Enquanto isso, o Governo conseguiu pautá-los sem ser pautado, apresentando mais de 80% das proposições debatidas e aprovadas no Congresso. Foram eleitos para o que mesmo? Parece que se elegeram para um laboratório de três anos e meio para aprenderem novas formas e novos métodos de iludir o povo! Somente quem conseguiu pautar o Governo para derrubar ministros, sérios e não sérios, foi o jornalismo da obediência, coordenado pelo Partido da Imprensa Golpista, dirigido por poucas famílias que todo o Brasil conhece.
Esperamos todos que deputados e senadores voltem de suas polpudas férias pensando de fato o Brasil, pois o povo brasileiro já compreendeu porque nos tornamos a sexta economia do mundo (por enquanto para poucos), e precisa de gente no Parlamento para pensar no povo e no Estado Brasileiro. Pois isso aqui é nosso!

Racismo filho do fascismo

A luta para acabar com as repetidas manifestações de racismo e xenofobia, na Europa inteira, vai ser longa

Vito Giannotti

Na Europa, todos os meses, há notícias de um ataque racista contra “extra-comunitários”, isto é, não europeus. Sempre a mesma cena: mortes de imigrantes e a imediata apresentação dos atacantes como loucos, neuróticos, desequilibrados. Em seguida a absolvição dos criminosos e o rápido esquecimento do fato, com silêncio de toda a mídia que apoia o sistema.

Todos lembramos da chacina de quase cem pessoas de meses atrás, cometida por um jovem da Noruega. Ele já foi declarado “psicopata”, isto é, absolvido. Não era nenhum louco especial, só um cara de direita, amigo de amigos de grupos nazistas ou fascistas e todos racistas cheios de ódio de árabes, africanos e eslavos.

No ano passado, o governo do presidente francês Sarkozy mandou “limpar” Paris e a França de imigrantes miseráveis da Romênia, que já viviam no país há anos. Qual o crime? Não são franceses legítimos.

Em dezembro passado, dia 10, na cidade modelo da cultura italiana, Florença, um pacato cidadão matou a tiros de revólver dois imigrantes do Senegal, num mercado público, e deixou dezenas de feridos. Este “pacato” cidadão também pertencia a um grupo racista e planejou detalhadamente a chacina.

Três dias antes, em Turim, uma garota de 16 anos resolveu transar com o namorado. Acabou a virgindade. E daí? Correu para casa para contar para os pais e os irmãos que tinha sido atacada e estuprada por dois “rom”, isto é, por dois imigrantes romenos “que fediam muito”.

Duas horas depois, jovens da bem comportada Turim, armados de picaretas, machados e latas de gasolina, destruíram e incendiaram uma favelinha de 25 barracos de imigrantes perto da casa da moçoila. Essa mesma mocinha, arrependida, uma hora depois declarou na delegacia que ela tinha inventado tudo por medo dos pais descobrirem o pecado que ela fez com o namoradinho. E daí? O acampamento dos imigrantes já estava em chamas e os jovens alegres a comemorar.

No dia 17 de dezembro, em Florença, 20 mil manifestantes prestaram solidariedade aos dois senegaleses assassinados na semana anterior. Foi bom. Mas é pouco para reverter 20 anos de avanço da ideologia de direita neoliberal. A ideia chave desta ideologia é o individualismo. E o racismo é o individualismo expandido à etnia. Eu sou o centro. O problema são os outros. Os diferentes. E os imigrantes, os estrangeiros são muito diferentes. Daí vem o ódio a todos eles. Hitler também dizia que os judeus eram muito diferentes.

A luta para acabar com as repetidas manifestações de racismo e xenofobia, na Europa inteira, vai ser longa. Na Itália, por exemplo, há quase seis milhões de imigrantes que não tem direitos civis. Cerca de 10% da força de trabalho deste país não têm direito de voto. Isso vale mesmo para aqueles que nasceram na Itália, mas tem a mancha de não ser fi lhos de italianos “legítimos”.

Até o presidente da República, o antigo comunista Giorgio Napolitano, no dia da manifestação de Florença, declarou: “Precisamos bloquear a cultura racista. Tivemos tolerância demais com a xenofobia e o racismo”.

O líder do partido de esquerda, Socialismo, Ecologia e Liberdade (SEL), foi taxativo: “Nossa classe dirigente por 15 anos fez racismo de Estado”. É isso mesmo. O momento, para a Itália de hoje, e para a Europa, é de avançar nestas constatações e voltar a levantar as causas desta derrota de esquerda que gerou este racismo. Retomar o combate unitário à cultura da direita neoliberal que imperou nestas últimas décadas. E mostrar que a única alternativa é retomar a construção de uma nova cultura socialista baseada na solidariedade. Ou isso, ou dar razão a Hitler. Enfim, é o velho dilema que colocava Rosa Luxemburgo, cem anos atrás: “Socialismo ou barbárie”.

Vito Giannotti é escritor e Coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Tem alguém fedendo aí?

Por Genaldo de Melo

O jornalismo político no Brasil imita a própria política em sua essência. A dinâmica dos fatos sobrepuja os denominadores comuns do jornalismo comum, principalmente no fenômeno recente das redes sociais na internet. No momento o principal fato que vem causando verdadeiro rebuliço, suscitando inclusive opiniões variadas, foi o lançamento do livro do jornalista Amauri Ribeiro Jr. (bastante conhecido da mídia impressa brasileira), “A Privataria Tucana”. Ele já foi colunista de grandes jornais e revistas de renome.
Não é comum no Brasil um livro ser lançado e em menos de 72 horas ter vendido mais de 30 mil exemplares. Isso na linguagem do mercado editorial se configura num best-seller. São raros os casos no mundo da literatura tal fato, e isso suscita naturalmente uma análise mais aprofundada porque as opiniões de jornalistas e blogueiros sérios de todos os matizes ideológicos são variadas. Algumas apaixonadas e outras carregadas de teor explosivo.
Confesso que não li o livro completamente ainda, apenas alguns detalhes e capítulos, porque estou a fazer outras leituras no momento. Mas confesso que vou devorá-lo na primeira oportunidade que tiver, em breve. É uma necessidade natural de quem gosta de jornalismo político ler uma obra dessa natureza, porque é um fenômeno editorial. Ninguém vende tantos livros em tão pouco tempo se não estiver dizendo a verdade, ou plagiando a mesma.
A grande mídia calou. Apenas o jornalismo dos textos pequenos colocou pequenas notas sobre o assunto. Os grandes colunistas do jornalismo da obediência se emudeceram como se mortos estivessem. Nos últimos dias somente vi um colunista baiano falar do tema, mas mesmo assim insinuando que o livro é verdadeiro “cala a boca”, por causa das denúncias contras os ministros do Governo de Dilma. Ou seja, segundo ele o livro foi lançado agora para ocupar as mentes dos jornalistas da obediência. Como leio diariamente esse colunista, mesmo não concordando com as opiniões dele, o sujeito é bom no que faz, e além disso, foi colega de redação de um amigo nosso. Na Rua Djalma Dutra onde morei muitos anos, Jânio Lopo primeiro lia, depois opinava.
Como é mesmo que se pode explicar os fatos do livro de Amauri Ribeiro? Não vejo motivos para incriminá-lo de mentiroso, pois ele sempre foi respeitado e considerado pelos grandes conglomerados midiáticos como grande profissional do jornalismo brasileiro. Aliás, esteve sempre do lado contrário àqueles que hoje coordenam o projeto de poder no Brasil. Ele não é petista.
Vejam só o que está no livro. O primo mais esperto de Serra, um espanhol abrasileirado, teve abatimento de dívida com o Banco do Brasil de 109 vezes, ou seja, devendo R$ 448 milhões foi para irrisórios R$ 4,1 milhões, depois que pegou financiamento em nome das empresas Gremafer Comercial e Aceto Vidros e Cristais Ltda, na agência Rudge em São Bernardo do Campo, em agosto de 1993; depois quase falido, o primo do senhor eterno candidato dos tucanos à Presidência da República, representa a empresa espanhola Iberdrola e vai às compras, monta o consórcio Guaraniana e adquire milagrosamente três grandes estatais de energia elétrica, a Coelba da Bahia, a Corsen do Rio Grande do Norte e a Celpe de Pernambuco. Isso tudo também com R$ 2 bilhôes da Previ (fundo de previdência do Banco do Brasil). Olhe aí, tudo às olhos nus dos tucanos que governavam o Brasil. Será que Amauri Ribeiro está mesmo mentindo para vender livros? Ou será mesmo que estamos a ver a cortina de fumaça querendo esconder de fato que a Privataria existiu?
Quase esqueço de falar da Ilha do Urubu, paraíso dos mais caros da costa baiana, que os carlistas presentearam ao bom rapaz, primo rico do eterno candidato a Presidência da República, que vendeu por apenas R$ 5 milhões a Bella Vista Empreendimentos Imobiliários, controlada pela Dovyalis Participações S.A., presidida pelo especulador belga Philippe Ghislain Mees, deixando Pataxós e Martins à ver navios.
Caros leitores, o que aconteceu mesmo no Brasil com as privatizações financiadas pelo próprio Brasil? Cadê o dinheiro...?






terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mulheres se organizam em Água Fria

Por Genaldo de Melo

Em Água Fria as mulheres componentes do Coletivo de Mulheres Trabalhadoras Rurais conseguiram finalmente institucionalizar sua entidade para lutar pela eliminação das disparidades nas relações de poder entre homens e mulheres.

No último dia 09 de dezembro elas realizaram um encontro para oficializar a criação da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Água Fria, bem como para começar a pensar o trabalho para o primeiro mandato da Diretoria.

A idéia de criar a associação nasceu no I Seminário de Mulheres que foi realizado no município com apoio do Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais, da FETAG-BA, da Igreja local, e principalmente pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço.

O passo seguinte agora das mulheres será a realização de Seminário de Planejamento estratégico para pensar e definir a missão, a visão de futuro, os objetivos estratégicos, bem como as ações de fato para o próximo período com os “pés no chão”.

A atividade teve a participação de toda a nova Diretoria da entidade, foi apoiada pelo STTR de Água Fria, e foi assessorada por Genaldo de Melo, representando a FETAG-BA e a CTB-Bahia.

Fonte: http://sttraguafria.blogspot.com  

O Nordeste é perfeitamente viável

Por Genaldo de Melo

O discurso da desunião entre os chefes de executivos dos Estados nordestinos deve e tem que ser derrubado, quando se trata das disputas por investimentos em processos de desenvolvimento econômico. A disputa não é boa para uma região que do ponto de vista econômico, sempre foi desprezada e relegada o segundo plano como se valor nenhum tivesse para a economia brasileira.

Foi no Nordeste que o Brasil se iniciou como nação, foi também nessas terras que a mão-de-obra para a construção das riquezas nacionais foi estabelecida, bem como para construir os “melhores” Estados brasileiros do ponto de vista econômico. Não procede então o discurso do conflito, mas sim da união e da cooperação, porque o Nordeste tem viabilidade.

As organizações da Sociedade Civil, os partidos políticos independentemente de seus aspectos ideológicos, o Terceiro Setor e as instituições públicas que têm hegemonia na sociedade devem alinha-se aos discursos dos governadores Jacques Wagner, Cid Gomes e Eduardo Campos, respectivamente da Bahia, do Ceará e de Pernambuco. O Nordeste precisa está unido para atrair investimentos e consolidar a região como pólo econômico importante, enfrentando assim o subdesenvolvimento que sempre foi uma das suas características.

E não é só politicamente que a região precisa de se unir para a promoção de um processo de construção de seu desenvolvimento. É necessário responsabilidades teóricas e práticas para pensar a viabilidade de fato, tanto da sociedade civil, dos governos, como das universidades e instituições de pesquisas. E além disso, o Nordeste precisa criar uma rede de pensadores da técnica, como os antigos institutos e aparelhos afins, sem as chamadas aves de rapina. Porque a região somente não tem viabilidade quando as mãos sujas dos oportunistas se aparelham disso. Porque o Nordeste também é Brasil, tem competência e capacidade para tanto.

Já está mais do que na hora de acabarmos com o desemprego alarmante, os índices abaixo da linha da pobreza, os fatais índices de Desenvolvimento humano, social e econômico, o proselitismo político de alguns, bem como o discurso silencioso dos oportunistas de que a fome mantém o povo em perfeita ordem e obedientes como bois. Já está na hora dos nordestinos se unirem para construir uma nova região e atrair os investimentos capazes de consolidar uma nova era entre nós. Já está na hora...!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Entrevista com Carlos Mariguella (1967)

Em 1967, de Cuba, Marighella convocou o povo brasileiro para pegar em armas e lutar contra a ditadura militar
 

Se estivesse vivo, o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, completaria 100 anos nesta segunda-feira. Um dos principais arregimentadores da luta armada no Brasil, o revolucionário defendia a guerrilha como única forma de superação da ditadura e da influência Norte-Americana no país.

Suas posições políticas e seu conflito com o Partido Comunista Brasileiro foram expostas numa entrevista veiculada pela rádio Havana (Cuba) em 1967, logo após a realização da primeira Conferência da OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade), onde métodos para a revolução em países latinos foram debatidos.

A entrevista foi ouvida no Brasil por alguns militantes de organizações de esquerda que sintonizavam a rádio Havana em ondas curtas. Ela serviu como fonte de mobilização para jovens que estavam dispostos a pegar em armas na luta contra a ditadura.

Trechos dessa entrevista foram publicados em trabalhos acadêmicos e livros sobre a ditadura. O áudio com a íntegra, contudo, ficou perdido por anos. O material foi recuperado recentemente, durante pesquisas feitas por uma das militantes que trabalhou na construção da ALN, Iara Xavier. Ela é irmã de Iuri Xavier - que foi um dos líderes da ALN assassinado pela ditadura em 1972.

Asseguir trechos da entrevista:

Pergunta: Um telegrama da agência de notícia francesa France Press, fechado hoje no Rio de Janeiro, disse assim: Carlos Marighella será expulso por indisciplina do comitê central do Partido Comunista Brasileiro, informa hoje a imprensa de Brasil. Os diários locais, que se baseiam em informações de recorridas em organismos de segurança brasileiros, indicam que essa decisão do PCB foi motivada pelo fato de Marighella ter ido à Havana para assistir à Conferência da OLAS, Organização Latino-Americana de Solidariedade. Precisamente nos encontramos sentado à frente de Marighella, no seu quarto no hotel Habana Libre, para que nos dê sua resposta a este telegrama e ao tempo nos fale a respeito da situação atual do seu País.

Carlos Marighella: O que tenho a explicar ao povo Cubano é que estes telegramas indicam apenas que os periódicos brasileiros procuram utilizar-se do episódio da minha vinda a Cuba para fazer provocações contra os revolucionários. A notícia de que eu serei expulso do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro ou do Partido Comunista Brasileiro por indisciplina é baseada no fato de que foram obtidas informações nos organismos de segurança brasileira, quer dizer, dos organismos policiais, que não podem realmente saber de nada. De qualquer maneira, como tenho uma posição divergente em relação à direção do Partido Comunista Brasileiro, pois sou partidário da luta de guerrilhas como caminho para solução dos problemas do nosso povo, creio que seria ridículo expulsar um revolucionários somente porque veio a Cuba trazer a solidariedade do povo brasileiro à revolução cubana e à Primeira Conferência de Solidariedade Latino-Americana.

Quanto à questão levantada nestes telegramas, que noticiam as posições dos jornais brasileiros que pertenço a uma fração do partido Comunista juntamente com outros camaradas, no sentido de desrespeitar as decisões do Partido Comunista Brasileiro, porque somos favoráveis à luta armada, devo esclarecer ao povo cubano que não pertenço a nenhuma fração.

Sou o primeiro-secretário do Partido Comunista em São Paulo, do Comitê Estadual do Partido Comunista em São Paulo, e não tenho nenhuma necessidade de organizar grupo, fração, nem mesmo de organizar um novo partido comunista, porque já temos em nosso país muitas organizações.

Há grande confusão ideológica, muita gente que pretende atribui-se a condição de líder, de dirigente, mas tudo isto baseado em declarações, na elaboração de informes, na realização de reuniões, quando o fundamental para nós no Brasil é passar para a ação, desencadear a luta armada.

É organizar a luta de guerrilhas. Somente em torno da luta de guerrilhas, somente em torno de um caminho revolucionário como esse é que se pode realizar a unidade dos revolucionários, a unidade do povo brasileiro.

Assim, seria perder tempo participar de frações, tentar organizar novos partidos e tentar percorrer o caminho tradicional que não nos ajudará em coisa nenhuma e só nos levará a passar ainda mais anos na pasmaceira em que nos encontramos atualmente.

Minha posição e a dos camaradas que estão com a mesma disposição que tem a mesma convicção é exatamente a da preparação da luta armada, do desencadeamento da luta de guerrilhas e da concentração de todos os esforços nessa atividade. Era isso que tinha a esclarecer

Pergunta: Marighella, existem no Brasil forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura de ir à luta armada contra o regime?

Marighella: Sim. Existem essas forças. As forças revolucionárias capazes de resistir à ditadura e ir a uma luta armada contra o regime encontram-se dentro do Partido Comunista Brasileiro e fora do mesmo partido. Há várias organizações, agrupamentos, correntes e forças outras que defendem posição revolucionária que estão dispostas de ir à luta armada, que têm convicção que o caminho brasileiro para a salvação de nosso povo é a luta armada, e que podem realiza-la. Quando existem condições tais como as que se apresentam em nosso país essas forças revolucionárias são criadas praticamente dia-a-dia e hora-a-hora. O que é preciso é passar para a ação. Fazer com que essas forças se coordenem no mesmo sentido e que passem no desencadeamento da luta e se prepararem. Que vão, portanto, à área rural, que é onde nós podemos, no Brasil, desenvolver a luta que pode ser apoiada pelos trabalhadores, por todo o povo dentro das áreas urbanas e, nesse sentido, marchar para conseguir a vitória que no Brasil só poderemos conseguir se juntarmos esse nosso esforço ao esforço de todos os outros povos Latino-Americanos.

Pergunta: Agora a gostaríamos de perguntar a cerca da responsabilidade que corresponde ao PCB ante ao golpe militar de 1964?

Marighella: Não há propriamente responsabilidade do Partido Comunista Brasileiro em relação ao golpe militar de 1964. A responsabilidade, se quiséssemos falar assim, maior, realmente cabe à direção do Partido Comunista Brasileiro. Por que a direção do Partido Comunista Brasileiro cabe orientar as bases, traçar os planos e orientar todo o povo, dar as diretivas necessárias para que a luta seja enfrentada.

Ora, a direção do PCB seguiu caminho de submissão à liderança da burguesia. Confiava que os generais brasileiros pudessem vir a resolver a situação do povo. Confiavam num dispositivo militar. Realizava, na verdade, ou propunha a realização, de um trabalho de cúpula nos altos níveis das organizações.

Não era trabalho realizado pela base, em que o povo participasse diretamente de baixo para cima e, por tanto, um trabalho que tivesse estrutura firme em que o proletariado, o campesinato, as forças de massa do Brasil estivessem mesmo atentas para a situação. Então, a direção do nosso partido era direção que estava se conduzindo com base de ilusões de classe, de ilusões com a burguesia.

Evidente que com essa posição deixou o povo brasileiro inteiramente despreparado e, quando sobreveio o golpe militar de 1965, evidente que não havia condições para a resistência. O povo se encontrava na rua. Não tinha armas, entretanto.

E não havia ação daquelas forças do governo e da burguesia que o partido, ou melhor, a direção do partido, sustentava que iriam reagir. O resultado é que inteiramente desprevenidos e despreparados com todas as ilusões que haviam sido defendidas pela direção do partido, ficou todo o povo brasileiro impossibilitado de impedir que o golpe se concretizasse, como acabou se concretizando.

Esse é o caso típico de uma lição, de um ensinamento que se pode obter exatamente pelo fato de que a liderança comunista deixa de acreditar no proletariado como força dirigente da revolução, deixa de acreditar no aliado fundamental do proletariado, que é o campesinato, para lançar-se de mãos e pés amarrados diante da burguesia.

Sem condições, portanto, de impedir o golpe que fatalmente virá em quaisquer circunstâncias sempre que o Partido Comunista não se preparar para a luta armada e não se preparar para organizar as forças armadas do povo, que é a única coisa que pode deter a posição, a ação dos imperialistas Norte-Americanos contra a liberdade do povo brasileiro ou dos povos da América-Latina.

Pergunta: Que forças revolucionárias e que tipo de organização crê o senhor lograria a aliança armada entre trabalhadores e campesinos que se faz necessária para chegar a criar o núcleo do exército de liberação brasileiro?

Marighella: O que nós revolucionários comunistas estamos empenhados na luta armada e temos a forte convicção que só a luta armada resolverá a questão brasileira, o que nós revolucionários, o que nós comunistas estamos pensando, é que em face da situação brasileira e das organizações que ali existem, o que deveríamos fazer é procurar lançar a luta de guerrilhas na área rural do País sem nos preocuparmos em que qualquer das organizações existentes tomasse a inciativa.

Não se trata que esta luta armada, que essa guerrilha no Brasil tenha que ser organizada somente pelo Partido Comunista Brasileiro ou por qualquer outra organização existente dentre as que atuam no Brasil, sejam as organizações dos partidários de (Leonel) Brizola, de (Miguel) Arraes, do (Francisco) Julião, da Ação Popular, da POLOP, da Política Operária e mesmo das organizações da esquerda católica.

O problema não se situaria, portanto, na situação agora de uma organização que fosse dar a diretiva de luta armada, mas começar a luta armada com os revolucionários de dentro e de fora do partido, e de todas as organizações que estejam dispostas dentro de um plano estratégico político global, a iniciar a luta.

Fazer com que esta luta armada, que no caso brasileiro, como no caso Latino-Americano, penso, tem que ser a luta guerrilheira. Fazer com que essa luta tenha um caráter duradouro, que dure, que tenha continuidade, ainda que a principio seja luta que mobilize um grande número de homens, mas que possa obter êxito iniciais e manter-se e implantar-se na área rural do país. Isso dará confiança ao povo brasileiro e essa luta progredirá.

E nessas condições, então, no processo, será possível criar-se a verdadeira organização revolucionária capaz de levar a vitória ao povo brasileiro através da luta de guerrilha.

Pergunta: É possível lutar pelas reformas de base de forma pacífica em um Brasil governador por gorilas?

Marighella: Não. Não é possível lutar por essas reforma através do caminho pacífico num Brasil com a ditadura que tem no presente momento. Já anteriormente, quando havia o governo de João Goulart, nós seguimos, ou melhor, nosso partido, sua direção, enfim, os revolucionários no Brasil seguiram esse caminho, de lutar pela reforma de base pelo caminho pacífico e sob a liderança da burguesia. Isso nos levou a um fracasso completo e total pois, nas condições atuais, a burguesia no Brasil e em outros países não tem condição de dirigir a revolução.

E não há condições também, no momento em que o imperialismo lança mão de sua estratégia global, não há condições para se obter a vitória pacífica através dessas lutas pela reforma. As reforma de estrutura, de base, que necessitamos no Brasil, e de que necessitamos em muitos países da América-Latina, só se pode conseguir através da luta revolucionária.

Ou melhor, através da tomada do poder pela via revolucionária. Quando somente então, e com forças armadas do povo em ação, podemos dominar a ação das forças reacionárias, a ação do imperialismo e realizar essas reformas e levar o País até o socialismo. Fora disso não é possível. E a lição que recebemos no Brasil e uma lição que pode servir para os demais povos da América-Latina.

Pergunta: Marighella, por último, gostaríamos perguntar o seguinte: que espera o movimento revolucionário brasileiro desta primeira conferência da OLAS?

Marighella: Para o povo brasileiro a primeira Conferência de Organização Latino-Americana de Solidariedade, Olas, significa muito, significa mesmo o passo mais avançado que foi dado na América-Latina, para que reunamos todas as nossas forças num plano estratégico global visando obter a liberação de nossos países do julgo do imperialismo Norte-Americano. Somente agora, e depois que a revolução cubana conseguiu sua grande vitória, e se encaminhou pelo terreno da construção do socialismo no primeiro país da América-Latina, tornou-se possível congregar todos esses esforços, dos revolucionários de toda a América-Latina, como acontece agora nessa primeira Conferencia da Organização Latino-Americana de Solidariedade para enfrentar a estratégia global do imperialismo Norte-Americano.

Espero que o movimento revolucionário brasileiro saberá compreender a importância dessa primeira Conferência Latino-Americana de Solidariedade e que se junte aos esforços que todos fazemos no sentido que, como disse o comandante Che Guevara, criar um, dois três, muitos Vietnãs

Fonte: IG Noticias

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A falta de vergonha que ainda impera

Por Genaldo de Melo

Vamos parar um pouco de ser tão liberal demais! Sou contra a liberalização da maconha, e tenho os motivos da experiência do que vi de outros da minha geração dos anos oitenta, que consumiam essa verdadeira peste que consome mentes e corações.
Sou contra a maconha, porque sou, e acabou a história, e pronto! Quem quiser discordar de mim, que discorde porque esse é o princípio da democracia. E democracia é assim mesmo, é reconhecer as qualidades dos inconvenientes. Quem quiser fumar a maconha velha podre, que fume, mas me deixe o direito de ser contra a preguiça, a falta de memória, bem como o pecado safado da gulodice dos maconheiros.
Se o ex-presidente, com sua boca de envelope amassado quer defender a liberação das drogas que faça, mas respeite os cidadãos que são contra a drogadição. Fico extremamente estarrecido ver um sociólogo reconhecido como é o caso dele, depois de velho assumir o discurso da maldade que corrompe nossa juventude.
Parece que o homem ficou doido depois que sua mulher morreu. A gente ver que grande parte dos males sociais é oriunda dessa doença social. Por isso que não concordo com o discurso dele, bem como vou aproveitar em todos os momentos que puder e em todos os espaços de mídia que eu tiver para combater essa atitude, porque tenho filhos para cuidar e defender.
Com tanta gente pensando estratégias para combater os problemas sociais, especialmente a drogadição que tanta violência tem causado para o mundo moderno, ainda aparecem esses loucos esclerosados dizendo em alto e bom som que se deve liberar a maconha. Pelo amor de Deus tenha paciência e respeite a gente, que somos cidadãos de bem e cumprimos nosso papel na sociedade!
Prefiro ser careta, mas sadio!